Dandara, Dandara

Em uma pequena casa, vivia uma família não muito grande, mas muito feliz. Era composta por um pai, uma mãe e uma filha.


Em um dia comum, na mesma rotina de sempre, a filha chamada Dandara ia à escola. A garota tinha 7 anos e estava no 2 ano do fundamental, tirava ótimas notas, ainda que gostasse de ficar sentada com a turma do fundão - para falar a verdade nem sei como Dandara tirava ótimas notas, já que ela só conversava – ela era mesmo inteligente e muito esperta.


Esta era Dandara, que certo dia acordou alegremente e cantando:


- Happy Birthday to me! Happy Birthday to me! Happy Birthday to me!

Seus pais preparavam uma linda festa para Dandara, que fazia 8 anos. A menina estava toda animada.


Já à noite, sua festa estava prestes a começar, faltavam apenas alguns docinhos e seus convidados.


Finalmente, os convidados foram chegando. Dandara havia chamado todos de seu colégio, crianças, professores e funcionários... Mas a garota não havia percebido que algo de diferente aconteceu quando enviou os convites.


Continuando com a festa, aos poucos, iam chegando todos os convidados. Tudo estava mais que maravilhoso, com doces, salgados e até baladinha! Tudo ia bem, todos estavam contentes e satisfeitos... Mas algo inesperado estava por vir, e disso ninguém sabia.

O grupo de amigas mais chegadas de Dandara havia chegado à festa. Procuraram pela garota, mas não a encontraram em lugar algum.


Vamos relembrar... Enquanto Dandara entregava os convites (pois é!), um dos convidados, era um novo funcionário da escola, que trabalhava como faxineiro (zelador), mas de zelador este homem não tinha nada! O que ele queria mesmo, era Dandara. Não imagino o porquê ele quereria isso.


Ainda na festa, tantos as amigas como os pais de Dandara, a procuravam, preocupados com o desaparecimento da menina.


O homem que raptou Dandara, levou-a para um lugar muito, muito distante. Totalmente desconhecido. Era uma casa abandonada, onde havia um porão, e lá ele a trancou.

Nos primeiros dias, Dandara tentara fugir de muitas maneiras, mas sempre era descoberta por seu raptor. A pobre garota, chorava muito, todos os dias.

Os anos foram se passando, e a menina foi crescendo, e ficando cada vez mais bonita, bonita não, Linda!


Já na adolescência, Dandara ainda não havia desistido de fugir, e tentava criar planos para ir embora daquele lugar. A garota ficava cada dia mais revoltada com sua prisão e isso lhe dava mais vontade de pensar em algo que a ajudasse a escapar dali.

Mais anos se passaram, e a garota já se tornara uma mulher.


Foi então, que em um dia muito friorento, com o céu cheio de nuvens cinzas, que o sequestrador ficara muito doente e isso deu a Dandara nova confiança, então a moça decidira botar o seu, muito inteligente, plano de fuga em prática.

Ela arrumara as malas, e esperara o anoitecer. Então, quando veio à noite, Dandara aproveitou que o sequestrador dormia, para escapulir pela porta. Quando a garota iria sair, de repente (trim... trim... trim), era o telefone. Isso fez com que o sequestrador acordasse e levantasse. Mas Dandara era uma garota muito esperta, e entrou no pequeno armário de agasalhos. E ainda bem que fez isso, pois o sequestrador, decidira ir até a cozinha tomar um copo d’agua. Foi apenas um segundo de alívio, pois, para o azar de Dandara, o seu sequestrador derrubara o copo de água em seu agasalho, e por isso (logicamente), ele abriria o armário em busca de um novo agasalho. Dandara prendeu a respiração.

O homem foi dando passos – devagarinho, um após o outro – e ... CRSSSSSSSSSSSSSS, abriu o armário. Mas para a sorte de Dandara, ela havia se espremido tanto, que o sequestrador não foi capaz de vê-la. Ufa, né?


Depois que o homem se vestiu e voltou a dormir, foi o momento de Dandara fugir, pegando a chave da porta, que o sequestrador havia deixado sem vigilância.

A moça saiu correndo, estrada a fora, e quando viu um caminhão parado, não pensou duas vezes e jogou sua mochila entrando na traseira. Estão se perguntando, como é que ela conseguiu entrar no caminhão, né? Foi o seguinte: o motorista, estava parado e abrira a caçamba, para poder guardar seus pertences, enquanto falava com um amigo, o que deu o tempo perfeito, para que Dandara se escondesse.


A viagem durou, quase sete horas. Dandara conseguira cochilar uma ou duas vezes, quando finalmente, percebera que o caminhão parou. Como o motorista não havia trancado a caçamba, se certificando que ninguém estava por perto, Dandara desceu de sua carona e descobriu estar em um simples e lindo vilarejo.


Agora voltando lá atrás, aos pais de Dandara. Os dois, quando descobriram do sumiço da filha, ficaram desesperados. E, ainda naquela época, quando souberam que as buscas acabariam, resolveram se mudar a um vilarejo, e continuar procurando por lá.


E se você está pensando que é o mesmo vilarejo onde Dandara fora parar, você está certo. Ela foi acolhida por uma boa família, que cuidou dela durante alguns dias, e a convidou para participar de um evento muito esperado na cidade.


A essa altura, as esperanças dos pais de Dandara já estava acabando, mas neste dia, ainda assim, a mãe de Dandara falou:


- Não! Não vou desistir de encontrar minha filha.


Para ter um pouco de paz e alegria, os pais de Dandara foram ao evento da cidade, e foi aí que avistaram algo inacreditável... Vocês não vão acreditar quem estava lá! Claro, era Dandara. A mãe, quando a viu – ainda com a filha já crescida – saiu gritando o seu nome:


- Dandara, Dandara!


Acredito que estejam se perguntando, como é que a mãe reconheceu a filha, mesmo com todos os anos passados... Ah isso é fácil, é que coração de mãe nunca se engana e foi algo que a mãe de Dandara sentiu, um sentimento que havia desaparecido de seu coração, desde que sua filha sumiu, e só voltou agora. A mãe abraçou sua filha e explicando quem era, Dandara finalmente reconheceu sua mãe e se lembrou de quem era.


E então tiveram um final feliz, uma família unida e alegre outra vez.

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